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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Seg Mar 01, 2010 9:49 am 
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Auroras do Passado - Silua Laeral, Discípula de Bast 14
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Seg Mar 01, 2010 10:17 am 
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Tahnks

ir ao banheiro 6x das 7 as 9 sucks



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Auroras do Passado (oficial - discussão) Irthos Valeth (Acólito do Dragão nível 13)
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Seg Mar 01, 2010 10:36 pm 
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Sessão CCLXXVII
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Allan (pensativo): Certamente um festim animaria o povo! Acha que você e seu pai poderão ir Irthos?
Irthos (rindo): Não espere que eu beba tanto quanto Beowulf, mas claro que iremos! Esses dois sabem como eu me recupero rápido quando há comida envolvida.
Cristiane (Silua): pergunta: o Methos já deu sinal de vida depois que voltamos?
Matheus: Não é L´lanthar o nome dele?
Cristiane (Silua): Methos é o carinha que achamos quando chegamos na vila, esse que vc falou é o druida da vila.
Matheus: Ah, eu entendi errado. Não, ele não apareceu por ali
Cristiane (Silua): OK
Silua ri.
Allan: Vou ver como os outros estão se não precisam mais de ajuda, até amanhã!
Allan se retira, indo para uma casa ali perto
Beowulf: Consegue caminhar Irthos?
Silua (alto): Antes que eu esqueça, quando chegamos inicialmente na vila achamos um dos seus, da milícia, quase morto de frio, deixamos ele no alojamento de vocês com fogo aceso.
Irthos: Eu olho para Beowulf e depois tento me levantar, mesmo imaginando que a viagem de volta pra Rondall não seria o suficiente pra me recuperar, eu tento. Afinal, Razgorith sempre consegue me surpreender.
-> Irthos: É contigo se consegue ou não
Allan olha para trás
Allan (anuindo): Irei para lá assim que terminar aqui, devemos as nossas vidas a ele também, já que foi ele quem os levou até lá
Silua anui, séria.
Irthos: Eu consigo ficar de pé, embora isto parece exigir um bom esforço de todo meu corpo. Minhas pernas tremem um pouco.
Irthos (dolorido): Entre isto e conseguir caminhar até minha casa, na outra ponta do vilarejo, há um pequeno abismo, acho que vou precisar de um pouco de apoio. Aliás (baixo, rindo) vocês devem estar se perguntando até agora como que nós sobrevivemos, não é? E principalmente, o que me deixou naquele estado.
Beowulf: Aye, mas isso pode esperar até entrarmos, não? Essa é uma história que merece ser ouvida acompanhada por hidromel e eu estou congelando aqui sem minha capa!
Irthos: Principalmente o hidromel. Vamos então, senão serão três congelados aqui. Eu lhes mostro onde fica minha casa.
Cristiane (Silua): as capas não ficaram na carroça, após as pessoas saírem?
GM: Não, elas levaram junto
Cristiane (Silua): OK
Silua (anuindo): Vamos indo então. Se precisar, apóie-se em mim, Irthos, (rindo levemente) ao menos fica mais fácil de se apoiar no meu ombro do que alcançar o de Beowulf. (pensativa) Falando nele, Beowulf será que Gunnfaxi levou os cavalos para algum lugar protegido da neve?
Beowulf: Aye, eles já estão nos esperando no estábulo da casa de Irthos. (eu entro na carroça e pego o pai de Irthos no colo) Guie-nos Irthos, antes de ouvirmos a sua história precisamos ainda preparar algo para a janta
Irthos: Eu anuo, me apoiando em Silua, guiando-os até a minha casa, num ponto mais ao norte do vilarejo.
GM: Vocês caminham lentamente até lá. Irthos dá passos lentos, porém um sorriso de felicidade transborda em seu rosto. Logo chegam até onde ele indicara, os cavalos todos parados lado-a-lado no pequeno estábulo ao lado, se aquecendo. A casa em si não é muito grande e nem muito ostentosa, mas tem uma aparência aconchegante
Matheus: É isso Razi ou fiz besteira? :P
Cleber (Irthos): (y) for the first
Silua: Uma boa casa você tem aqui, Irthos, principalmente se for tão convidativa do lado de dentro quanto é por fora.
Irthos (sorrindo): E é, a não ser que as coisas tenham mudado demais (eu me aproximo de casa e abro a porta)
GM: Tudo parece estar da mesma maneira. As camas mais ao longe, perto de uma pequena lareira. A mesa, as cadeiras, os móveis. Tudo parece estar da mesma forma, imutado. A única diferença é que a lareira principal está apagada
Silua: Eu entro logo atrás de Irthos, observando o ambiente.
Irthos (animado): Como eu ja suspeitava, nada mudou. Beowulf, pode deixá-lo numa das camas ali, aqui ao menos podemos acender o fogo da sua maneira. (eu rio um pouco) Silua, acho que por enquanto vou ficar sentado ali próximo da mesa, fiquei com fome desde que Beowulf mencionou que ainda não jantamos.
Silua: Eu anuo e ajudo Irthos a ir até lá.
Beowulf: Eu levo o pai de Irthos até a cama, onde o deixo repousando. Cubro ele com algumas peles, espirrando algumas vezes. Após colocá-lo lá, pego o machado e ir para a rua cortar uma boa quantidade de lenha, os sons das fortes machadas misturados com meus espirros. Assim que entro logo faço fogo, me aquecendo perto dele, espirrando ocasionalmente.
Beowulf: Temos algo além de carne na carroça?
Silua: Deve ter algumas batatas ainda, só não lembro se estão no baú ou na carroça, dê uma olhada enquanto eu vou buscar a carroça enquanto você se esquenta. (rindo levemente) Ao menos no inverno meu pelo é mais útil, ao menos por algum tempo (eu saio rapidamente e vou buscar a carroça, encolhendo-a para facilitar o transporte).
Irthos: Pena que não havia como trazermos os grãos que estavam na caverna. Ao menos (rindo) ninguem vai poder reclamar de falta de carne neste inverno.
Beowulf: Eu procuro por algo no baú. Vendo que a carne está ali ao menos, começo a assá-la rapidamente, faminto. Pego o chifre do cinto e tomo um dos mais longos goles que já havia tomado. Quando termino, além de um pouco tonto, me sinto consideravelmente mais aquecido
Beowulf (rindo): Aye, e nada melhor para espantar o frio do que um bom hidromel!
Silua: Eu volto com a carroça e a aumento novamente, deixando-a no estábulo junto aos cavalos. Dou uma examinada em seu interior e retiro o saco com o resto das batatas que lá se encontrava, levando-o para dentro.
Beowulf: Eu pego as batatas e começo também a prepará-las. Dessa vez Irthos não precisa nem pedir para que eu asse a carne rapidamente
Irthos: Eu fico aguardando Beowulf terminar de assar a carne, olhando para meu pai de vez em quando, pra ver se ele demonstra sinais de que vai acordar logo ou não. Azreth sai da bolsa novamente e brinca sorrateiro pela casa, quase apagando o fogo ao espirrar devido à fumaça e liberar um pequeno sopro de gelo, por sorte fraco.
GM: Logo o cheiro de carne assando toma conta da cabana. O cheiro parece ser ampliado pela fome que sentem, Azreth encara a carne cobiçoso. Ele fica na frente da lareira, balançando a cauda alegremente, lançando olhares suplicantes para Irthos
Silua (rindo): Pelo jeito, Azreth está mais ansioso do que nós.
Beowulf: Eu olho para o dragão, com uma expressão faminta
Beowulf (tentando não rir): Dizem que carne de dragão fica ótima com batatas...
GM: O dragão recua um pouco, sibilando
Irthos (rindo alto): Dê logo um pedaço de carne a ele Beowulf, ele merece por ter conseguido avisar vocês lá na montanha.
Beowulf: Eu corto um pedaço e jogo para Azreth, rindo. Ele pega a carne no ar, quase a engolindo de vez
Beowulf: Só estava brincando com você pequenino (eu acaricio a cabeça dele), a propósito, está pronta! (eu corto um bom pedaço e o coloco numa tijela ou prato que achar por perto, entregando-a para Irthos. Depois eu corto para mim um pedaço ainda maior e começo a comer vigorosamente, arrancando pedaços da carne com mordidas e espirrando para os lados ocasionalmente, resmungando)
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Ter Mar 02, 2010 1:30 pm 
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Sessão de ontem foi meio curtinha, já que tive problemas para conectar na internet (que a julgar pelo meu status do XFire caiu de novo...).

Podemos jogar quintas e sextas também, já que nas sextas temos até mais tarde :)



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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Ter Mar 02, 2010 9:31 pm 
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Mea culpa também, se eu estivesse 100% teriamos jogado mais meia hora.

Bem lembrado das sextas, a não ser que digam o contrario (Crusader com aulas de alemao no sabado de manhã cedo ou algo assim), podemos ir tranquilo ate a 1 da manhã.



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Auroras do Passado (oficial - discussão) Irthos Valeth (Acólito do Dragão nível 13)
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Ter Mar 02, 2010 9:44 pm 
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Por mim, pode ser também.



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Auroras do Passado - Silua Laeral, Discípula de Bast 14
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Qui Mar 04, 2010 11:09 pm 
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Silua: Eu passo algumas batatas para o prato de Irthos e depois tanmbém me sirvo de batatas e carne, comendo com vontade, acompanhando de suco da jarra.
Irthos: Eu começo a comer com vontade, embora o cansaço faça isso ser menos rápido do que de costume. Rio um pouco quando Azreth me encara indagador por mais um pedaço. Eu dou-lhe o que ele quer e continuo comendo.
GM: Vocês comem no calor da fogueira. O vento lá fora uiva, fustigando as janelas da casa com os flocos da neve que continua a cair incessantemente. Cairnwolf parece dormir mais relaxado. Aquecido pelas peles, ele voltara a cor normal.
Irthos: Eu olho para meu pai, mais aliviado ao ver que ele aparenta estar bem.
Beowulf: Após comer até quase explodir, eu bebo um grande gole de hidromel, encerrando com um arroto que assusta Azreth. Eu rio e tomo mais gole
Irthos (bocejando, rindo): Ainda bem que a festa ficou pra amanhã, hoje era capaz de dormir antes do final, mesmo que conseguisse ficar de pé a pleno. Ou era capaz de ficar bebendo sentado até dormir mesmo. O que ninguém garante que não farei no final da próxima noite.
Silua ri.
Silua: Quer nos contar hoje o que houve lá na montanha? Ou prefere deixar isso para amanhã, quando estiver sentindo-se melhor?
Beowulf (rindo): Já eu beberei enquanto durarem os estoques ou até o festim acabar. (eu limpo a boca com as costas da mão, espirrando em seguida. Resmundo incoerrentemente antes de me virar para Irthos, animado) Aye, queremos ouvir a história!
Irthos: Se insistem para ouvi-la ainda hoje, por mim tudo bem (eu bebo um gole de hidromel). Sabem, quem disse que a vida passa diante dos nossos olhos quando estamos morrendo, certamente estava mentindo. Eu só vi escuridão. E no meio dela estava Razgorith, por enquanto. Bahamut deve achar que ainda não é hora de se me conhecer em pessoa.
Silua (anuindo): Ao menos estávamos certos, eu e Beowulf, em esperar que Razgorith poderia te ajudar mais uma vez.
Beowulf: Aye, falando em dragões... (eu retiro as presas dos dragões da minha mochila) Consegui a de dragão vermelho!
Irthos: Eu olho para a presa de dragão na mão de Beowulf, sorrindo.
Irthos (sorrindo): Eu fiquei sem uma cabeça de dragão pra mostrar a Lothos, mas enfim... Se por ajudar você considerar a hipótese dele evitar ´morrer´junto comigo, aye, então foi uma ajuda. (eu levo a mão aos ombros doloridos). De certa forma ele estava arrependido pelo que fez na caverna, e pediu que eu me desculpasse por ele a você, Beowulf.
Beowulf: Eu levo a mão aos ferimentos no meu pescoço, ainda doendo um pouco devido ao intenso frio
Beowulf (anuindo): Devemos agradecer por ter sido eu e não um outro habitante de Rondall que estava naquela hora por ali
Irthos: Eu anuo, coçando a barba antes de continuar.
Irthos (um pouco envergonhado): Em troca de me deixar ter mais controle sobre ele, ele pediu que eu tivesse mais controle sobre mim antes. Disse que foi toda a carga de emoções que eu senti pela morte de Waynorth e Allan que o fez reagir quase que instintivamente.
Irthos (um pouco envergonhado): Em troca de me deixar ter mais controle sobre ele, ele pediu que eu tivesse mais controle sobre mim antes. Disse que foi toda a carga de emoções que eu senti pela morte de Waynorth e Allan que o fez reagir quase que instintivamente.
Irthos: Mas enfim, quando nosso encontro acabou, estava de volta à queda, a uns duzentos metros do chão, pouca coisa a mais. Tentei abrir as asas por instinto e (animado, fazendo uma pausa) como ele mesmo me disse que seria, eu soube na hora o que fazer e como fazer! Mesmo que por pouco tempo, eu voei! (mais animado) foi a sensação mais incrível de minha vida! E ainda salvei meu pai no processo!
Beowulf: Eu soco a mesa com um pouco de força
Beowulf: Eu soco a mesa com um pouco de força
Beowulf (animado): Rá, eu sabia seu maldito! Nos deixou preocupados enquanto se divertia voando!
Silua anui, sorrindo.
Irthos (coçando a barba, um pouco mais sério): Aye, mas não disse que foi totalmente de graça. Razgorith me alertou que me passar todo esse conhecimento seria cansativo pra ele, e tanto o foi que assim que eu pousei, instantes depois, senti como ele tivesse desabado sobre mim, seu cansaço se fez o meu. Se vocês demorassem muito mais pra descer, não sei o que poderia ter acontecido.
Silua (anuindo): Nós já es
Cristiane (Silua): ops, sorry
Silua: Ainda bem que Azreth apareceu, e nós já estávamos mesmo nos preparando para descer.
Irthos (um pouco triste): Aye. E também segundo ele, pode levar semanas até que eu possa sequer me transformar novamente agora. Espero que a vida que salvei com isso não custe outras neste período. Não que eu não possa me defender muito bem assim, mas...
Silua (compreensiva): Não se atormente por isso Irthos, seu pai está vivo graças a isso e você já provou mais de uma vez que é um bom guerreiro mesmo sem se tranformar.
Irthos (mais animado): Tem razão Silua. Não será a falta de escamas... e de um sopro de gelo... e de maior resistencia, força, agilidade (eu sacudo a cabeça, bufando) que me fará perder uma batalha!
Irthos: Eu bocejo ainda mais longamente que antes.
Silua: Acho que você está precisando repousar, Irthos.
Cairnwolf (rindo, fraco): Já com sono? Pelo visto ainda continua o fracote de sempre
Silua: Eu me viro na direção da voz.
Irthos: Eu olho animado na direção da voz, sorrindo. Meu pai acordara. Eu relaxo um pouco.
Irthos (animado, quase chorando de felicidade): Matar dragões, pular de penhascos e salvar vidas cansam um pouco mais do que cuidar de cavalos, seu velho tolo! Não imagina como eu me sinto ao lhe ver acordado!
Cairnwolf lhe encara sorrindo, ainda debaixo das cobertas
Cairnwolf (curioso): E que história de escamas, sopro de gelo, força e agilidade é essa? (ele olha para Silua e Beowulf) E vejo que temos companhia, quem são?
Irthos (rindo): Depende do quanto você se lembra do que ocorreu algumas horas atrás (eu rio) estes são Silua e Beowulf. Nos encontramos a quase um ano e somos amigos e companheiros desde então.
Silua: Prazer em conhecê-lo.
Beowulf: Aye, seja bem-vindo de volta. Como se sente?
Cairnwolf: Ainda um pouco cansado. Mas nada que um pouco de carne e uma boa história não resolvam!
Beowulf: Eu corto um pedaço de carne, coloco num prato e entrego ao pai de Irthos, junto com algumas batatas
Beowulf: A segunda parte acho que é com você Irthos
Silua anui.
Irthos: Eu anuo, rindo um pouco.
Irthos: Aye. Eu pretendia voltar para Rondall para o meu aniversário, um ano depois de sair, e assim o fizemos. Quem me dera se tivessemos conseguido chegar dois dias antes. Nunca vi tantos orcs juntos pela mesma causa. E aqui no norte!
Cairnwolf (baixo): Foi... terrível. Eles chegaram atacando e prendendo a todos, matando alguns. Eu vi sangue e gritos por todos os lados e só vi quando um orc se aproximou de mim. Estava sem arma e despreparado, ele se aproximou de mim e me golpeou na cabeça com o cabo da arma. Quando acordei estava na caverna onde me viram. Havia dois dragões e eles falavam entre si numa língua estranha, mas certas vezes eles falavam comigo, perguntando se eu gostaria de ver meu único filho morrer na frente de meus olhos. Estava amarrado num canto e ainda fraco, não pude fazer nada
Irthos: Eu fico um pouco em silêncio, cerrando os punhos.
Irthos: Dragões dessa laia estão entre o que mais tivemos prazer em matar neste tempo (eu mostro o bracelete de escamas de dragão azul, bem como retiro algumas escamas de dragão verde na mochila). Não que os lobos atrozes, ursos demoníacos, pesadelos, bugbears, carniçais, ogros, orcs, drakes e outras criaturas esquisitas e com intenções malignas não o tenham sido também, mas a dor de ver os desta raça sendo tão maus, não supera a destruição que eles podem causar.
Cairnwolf (surpreso): Por onde você andou e pelas minhas barbas, o que aconteceu com você?
Irthos: De povoados ao sul a florestas ao oeste, passando pelos entes do centro, o reino dos anões e o topo das Gadadrik, muitos lugares, mas acho que um dia precisarei pagar um escriba para registrar tudo. Cansa os ouvidos ouvir a versão completa, acredite.
Irthos (rindo): Ah sim, esqueci uma breve estadia no mar e um passeio quase agradável pelo Arquipélago Pata de Dragão ao leste. Tirando meus enjoos em alto mar, não diria que foi tão ruim.
Silua ri.
Cairnwolf lhe encara sério
Cairnwolf: O que você está escondendo de seu velho pai?
Irthos (rindo): Não mais do que tudo e um pouco menos do que nada. Enfim, os orcs sequestraram os moradores de Rondall, mas graças a um soldado da milicia, que minha memória o tenha e Silua diga seu nome, conseguimos rastrear os orcs e chegamos na caverna onde eles mantinham os moradores de Rondall em cativeiro. Entramos lá sorrateiramente e eu perdi a conta de quantos derrubamos assim que Silua começou a lutar!
Cairnwolf (irritado): IRTHOS! Não fuja do assunto!



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Auroras do Passado: Beowulf Drakengard, Guerreiro do Dragão 14
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Dom Mar 07, 2010 11:11 pm 
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Irthos: Eu me ajeito melhor na cadeira, minha expressão se tornando mais séria. Eu encaro meu pai decidido.
Irthos: Nunca se perguntou como eu realmente sobrevivi à quase-invasão de oito anos atrás, a que matou boa parte dos homens do vilarejo naquela semana em que você estava com a perna machucada? Como L´lanthar pôde arrastar Waynorth e me deixar sozinho contra três deles? Porquê eu comecei a sentir menos frio nos invernos do que os outros? Meus sumiços repentinos? Como sobrevivi a um ano de viagens e aventuras bizarras? Porque os dragões levaram você e ninguém mais? Está bem!!! A criatura que você viu entrando na caverna e lutando contra os dragões e que pulou pra lhe salvar era eu. (suspirando) Eu sou um meio-dragão.
Cairnwolf (confuso): Sua mãe era um dragoa? Porque eu certamente não sou
Irthos (sorrindo): Não ate onde eu sei. Foi naquela luta de oito anos atrás que me tornei o que sou, mas já o estava marcado pra ser desde que nasci, de uma forma ou outra. Naquela tarde, para quem olhasse para mim por alguns instantes, eu estava morto. Mas o que morreu foi parte de minha humanidade.
Cairnwolf (ainda confuso): Como assim se tornou? Marcado desde a nascença?
Irthos (coçando a barba, rindo um pouco): Quem me dera poder projetar a minha mente para fora. (sério) Na noite em que eu nascii, um dragão que morava nestas montanhas, não muito longe inclusive, também morreu. De uma certa forma, nossos destinos estão ligados desde aquele dia, mas nossos espíritos só se uniram quando eu quase morri. Desde então, eu sou ele, e ele me é. Ele ganhou uma meia-existência novamente, e eu, forças que jamais tive. E com elas, os últimos dos bárbaros foram mortos.
Cairnwolf: E o que isso tudo tem a ver comigo ou com o dragão que atacou essa vila?
Irthos (sério): Lembra de um velho de robes brancos, um tanto quieto e um pouco caduco, que visitava o vilarejo de vez em quando?
Cairnwolf (pensativo): Sim, acho que sim. Não lembro do nome ou da aparência, mas lembro do sujeito
Irthos (sério): Ele é o filho desse dragão. Ele o matou. Ele planejou a invasão dos bárbaros. O filho dele lhe sequestrou com a ajuda de outro dragão. E nós o matamos. É um ciclo vicioso este, não acha?
Cairnwolf (incerto): Eu... continuo confuso. Essa é uma história bastante chocante e acho que preciso de tempo para pensar melhor. Mas eu tenho uma última pergunta a lhe fazer, meu filho.
Irthos (rindo): Seria menos confuso se eu pudesse demonstrar na prática o que de fato sou, mas estarei impossibilitado por uns bons dias. (mais sério) Diga pai. Eu tenho apenas um único pedido a fazer também.
Cairnwolf: Diga então, porque acho que o meu é mais complicado
Irthos: Só peço que prometa que o que estamos falando sobre mim não sairá desta casa. Os moradores já tem muito com o que se preocupar sem boatos de que um meio-dragão passou por aqui, o que só atrairía aproveitadores ou até coisa pior. Promete, em nome dos deuses?
Cairnwolf (anuindo): Sim. Sou seu pai afinal não? Mesmo que não tenhamos sido os melhores pai e filho, ainda és meu único filho. Mas me responda agora, por que não me contou isso antes e se eu não tivesse entreouvido, quando iria me contar?
Irthos (envergonhado, um pouco triste): Nos sete anos passados, estava com medo de sua reação. E bem, você me conhece, eu era um ´pouco´ mais rebelde. O poder me trouxe confiança e com ela, as responsabilidades. Achei que ia ser tratado como uma aberração ou algo assim, mas vejo que no egoísmo me enganei. Me perdõe. E acredite ou não (rindo um pouco) eu planejava lhe contar assim que chegasse na cidade, mas tivemos que sangrar alguns orcs, escalar, sangrar dois dragões e aprender a voar pra conseguir fazer isso!
Cairnwolf (sério): Não ache que eu não estou com medo de tudo isso. Já fui sequestrado uma vez, o que os proíbe de virem novamente?
Irthos (suspirando): Infelizmente nada, mas pelo que vi daqueles dois, isso tudo me pareceu uma idéia mirabolante de dois adolescentes, um deles querendo impressionar o pai. O velho, segundo Allan, não é mais visto na cidade desde por volta que eu parti. E certamente está me procurando lá fora. Tudo que ele fez a Rondall, foi porque eu estava aqui. Agora que seu filho está morto, não creio que haverão mais problemas do tipo. Mas agora que me lembrei, posso não poder mostrar como realmente sou depois que me aliei ao dito dragão, mas se quiser, posso lhe mostrar uma prova menor, ou até duas.
Cairnwolf encara Irthos curioso
Irthos (rindo): Vou entender essa sua cara como um sim (removendo meu equipamento, eu tiro as botas e mostro os pés, já em formato de patas de dragão. Arregaço as calças para mostrar que as escamas continuam subindo)
Cairnwolf (preocupado): Isso quer dizer que logo você deixará de ser humano, não?
Irthos (anuindo): Aye. Um grande preço a ser pago, mas acho que ter me mantido vivo até aqui compensou. Estaria morto a muito tempo se tivesse me aventurado sem isso. Aliás, é o segundo motivo de eu não ter contado antes, mesmo que na época meus pés ainda não estivessem assim e... Azreth!!! (eu grito assustado quando Azreth voa de um canto onde havia se escondido quando Cairnwolf acordou, pousando nos meus ombros e encarando meu pai, curioso e um pouco assustado)
Cairnwolf se encolhe, tremendo um pouco
Cairnwolf (tremendo): Um d-d-dragão?
Irthos (me recuperando): Aye. Esse é Azreth, um dragão prateado. Meu meio-irmão, se ajudar a entender melhor. E se prestasse atenção nas histórias que eu contei alguns anos atrás, saberia que os prateados não são os que machucam as pessoas, as unicas exceções conhecidas sendo o velho e seu filho.
Cairnwolf este a mão lentamente na direção do pequeno dragão. Azreth recua um pouco, mas acaba permitindo que Cairwolf acaricie a cabeça dele. O pai de Irthos parece feliz, embora ainda um pouco chocado
Cairnwolf: E seus companheiros de viagem sabem disso não é? E não se importam com isso?
Irthos (animado, rindo): Aye, mas você fala isso como se eles fossem muito mais normais que eu! (eu olho pra Beowulf e Silua, rindo). Pode pedir a qualquer pessoa do vilarejo amanhã, como Beowulf arrastou sozinho uma carroça cheia de feridos das montanhas até aqui. Mas prefiro deixar que cada um lhe enloqueça da sua maneira.
Silua anu, rindo.
Cairnwolf olha para Beowulf, dando uma risada incrédula
Matheus E (Beowulf): ODEIO esse chat de uma linha só...
Beowulf: Aye, é verdade. Sou um tanto mais forte e resistente do que a maioria dos homens. Assim como Irthos, devo isso a um dragão que me salvou quando eu era bem pequeno, ainda em Isa. Ele me resgatou quando minha vila estava sendo atacada e para me salvar, me deu um pouco de seu sangue. Nem ele sabe o porquê de ter feito isso, mas essa sangue aumentou minhas habilidades físicas, além de ter me feito ficar consideravelmente maior do que a média dos homens. E também tenho algum domínio sobre o fogo (eu crio pequenos dragões com as chamas da lareira e os faço voar pela sala, dando alguns rasantes antes de se juntarem novamente às chamas).
Cairnwolf (rindo, nervoso): Sabia que todo esse tamanho não podia ser normal! (ele olha para Silua) E você, também tem alguma relação com dragões? É por isso que mantém seu rosto oculto?
Silua: Eu também já fui tão normal quanto seu filho e Beowulf, mas caí vítima de cultistas malignos e posteriormente optei por manter parte do que eles me haviam feito para enfrentar tanto a eles quanto a quaiquer outros que praticam o mal. É o motivo pela qual mantenho meu rosto oculto, embora não seja relacionado a dragões. Eu sirvo à Bast, deusa dos felinos (eu abaixo o capuz, mostrando meu rosto).
Cairnwolf recua um pouco, espantado
Cairnwolf (nervoso): Agora compreendo por que resolveram viajar juntos.
Silua (anuindo): Nós nos encontramos quando íamos na mesma direção e desde lá permanecemos juntos, afinal como você mesmo demonstrou agora, a grande maioria das pessoas tem medo de nós. (eu volto a levantar o capuz).
Beowulf: Aye, embora eu aparente ser mais normal do que ambos, também não é fácil. Já estou acostumado a olhares suspeitos e assustados, e se comigo que sou apenas grande já é assim, imagine com eles? Em breve Irthos não conseguirá mais esconder o que eu gosto de chamar de o lado escamoso dele. É por isso que preferemos nos manter anônimos e acho que é por isso que Irthos não tinha lhe contado ainda
Irthos (anuindo): Aye. Acho que tirando as crianças, ninguém ia se sentir muito seguro ao ver um meio-dragão de asas e tudo caminhando no centro de uma cidade. Se já imagino a reação que causaria aqui em Rondall depois de como você olhou pra todos nós...
Cairnwolf (sério): Imagino como deve ser difícil manter quem são ocultos. Se Beowulf realmente fez o que você disse meu filho, será comentado aqui em Rondall por muitos anos. Mas a diferença é que aqui ele será visto com bons olhos, assim como todos vocês, porque vocês salvaram esse povo. É claro que em qualquer outro lugar ele seria visto com suspeita, ainda mais por ser um Isän com a fama de guerreiros sanguinários deles.
Cairnwolf: A diferença não está no que são, e sim no que fazem. E você vê muito mal o povo aqui de Rondall se pensa que depois que vocês os salvaram eles seriam tão mal agradecidos! Mesmo com a aparência de Silua ou com a sua que não faço a mínima idéia de como é, o povo lhes encararia surpreso e no máximo lhes evitaria, como fariam com qualquer estranho.
Silua (séria): Nós sabemos que nem todos reagem assim, mas infelizmente várias vezes nós ajudamos alguém para mesmo assim ele ficar com medo de nós.
Cairnwolf: É da natureza de todos nós temer o que não conhecemos. Não acham que eu estou com medo? É claro que estou! Silua, imagine que você fosse uma camponesa comum, tivesse marido e crianças e vivesse uma vida simples e pacífica, sem qualquer agitação. E então surgisse um meio-dragão na sua frente, ou um meio-felino, ou gigante! O que você faria? Não esconderia suas crianças, temendo pela vida delas e a sua?
Silua: Nós sabemos disso e entendemos esse tipo de reação, afnal é natural temer o que não se conhece. Só quis dizer com aquilo que por estarmos acostumados com esse tipo de reação das pessoas, sempre é algo difícil para nós compartilhar o que somos com alguém, mesmo que esse alguém seja um parente. Eu cometi o mesmo erro de avaliação de Irthos em relação à reação que você teria quando relutei em voltar para casa após o que me havia acontecido e dizer para meus pais...
Irthos (coçando a barba): No meu caso, a diferença era que eu iria voltar para contar, só precisava da oportunidade. Viemos a pouco, de fato, para o norte. Mas entendo, sei que as reações iriam variar da admiração à me ignorarem aqui em Rondall. Mas conhecendo meu inimigo, essa camponesa comum que você mencionou, nada impediria dele vir até ela e a torturar por informações, se ela soubesse detalhes sobre mim. O que me é pior do que ela ter medo de mim.
Silua (anuindo): Esse é outro problema.
Cairnwolf: Sim, mas não acham que essa escolha não cabe a vocês? Não acham que cabe a mim, aos pais da Silua, ou a quem quer que seja fazer essa escolha?
Beowulf (pensativo): Por um lado tens razão, mas ainda assim, eu me sentiria culpado se algo acontecesse a essa pessoa
Cairnwolf: Ninguém vive sozinho, lembrem-se disso. Viver completamente sozinho é condenar-se à loucura. E se não puderem confiar nas pessoas que mais se preocupam com vocês, em quem confiarão? (ele respira pesadamente) Ouçam, eu sei que Irthos voltou só para me contar, mas fica o aviso para casos futuros. (rindo) Não vão querer casar e só mostrarem quem são de verdade na cama, heh?
Irthos ri.
Silua (rindo): Esse problema não vou ter. Que marido iria querer uma esposa mais peluda que ele?
Cairnwolf: Disse que foi vítima de um culto, então Certamente
Cairnwolf: certamente não é a única nessa condição?
Silua: Não sou, mas os demais ou servem a Bast ou morreram.
Cairnwolf: E ao servir Bast, fazem um juramento que proíbe uma noite de paixão?
Irthos ri.
Cleber (Irthos): faltou o ´um pouco´ ali
Silua: Não, mas eu escolhi permanecer assim, meu receio é em relação a filhos. Eles não teriam essa escolha, então não acharia certo isso.
Cairnwolf (rindo): Mas quem falou em filhos!
Cairnwolf se recompõe, ficando mais sério
Cairnwolf: Vê, vocês complicam demais as coisas. Tudo bem que eu sou um homem deveras simples para falar isso, mas acho que vocês deveriam se preocupar menos e aprovetiar mais a vida, que já é curta demais.
Irthos (rindo): Eu já aproveitei. Arianna voltou alguma vez pra cá desde que eu parti?
Cairnwolf (rindo): Seu safado, eu sabia que você e ela tinham algo! As sumidas misteriosas da vila de vocês ao mesmo tempo então não eram coincidência! (ele dá alguns tapas animados nas costas de Irthos, antes de voltar a se encostar na cama) Não, eu não a vi mais desde aquele dia muitos anos atrás.
Irthos (me recompondo): Sabe ao menos a cidade pra onde ela foi com a mãe dela? Na época o velho Thodak iria me separar em três e derreter os pedaços na forja se eu fosse lhe perguntar!
Irthos (me recompondo): Sabe ao menos a cidade pra onde ela foi com a mãe dela? Na época o velho Thodak iria me separar em três e derreter os pedaços na forja se eu fosse lhe perguntar!
Cairnwolf: Não, mas não foram muito longe para o Sul. Elas se mudaram devido à saúde da mãe, o frio aqui do norte estava deixando a pobre coitada cada dia pior.
Irthos (rindo): Acho que terei que encará-lo antes de partir então. (eu coço a barba, suspirando um pouco) Sobre o que você falou de só mostrar o que somos na cama... Arianna é uma das que sabe. Isso inclusive é parte do motivo dela ter se mudado junto, mas acho que não da maneira que você vai imaginar.
Cairnwolf encara Irthos completamente confuso
Cairnwolf (rindo): Agora vai abrir essa boca e falar tudo!
Irthos (rindo): Perguntam porque eu falo muito, mas também não param de perguntar! Explicando, ela foi a primeira a me ver... transformado. E ficou maravilhada com isso! No que dependesse dela, eu andaria sempre que possível assim pela cidade. Inclusive ela pedia que eu me transformasse nos nossos encontros. E eu até estava pra revelar isso, teria o apoio dela e pra mim isso bastava. Mas ai as transformações em meu corpo começaram a ficar aparentes, e tive medo. Decidi parar e me manter humano, e isso a magoou um pouco. Hoje eu daria tudo para tê-la aqui em meus braços. (meu olhar se torna um pouco distante)
Cairnwolf (sério): Mas deve considerar a possibilidade dela já ter arranjado um marido. Ela deve estar perto dos vinte anos, e a maioria das mulheres casa-se bem antes disso
Irthos (um pouco triste): Aye. Mas saber que ela levou a vida adiante já tiraria um fardo de minhas costas, embora o vazio aqui dentro continuasse.
Cairnwolf (rindo): Na pior das hipóteses, você arranja outra heh! Ou não herdou os charmes da família?
Beowulf Eu rio um pouco, quase me afogando no hidromel
Beowulf: Beowulf Eu rio um pouco, quase me afogando no hidromel
Beowulf: Eu rio um pouco, quase me afogando no hidromel
Matheus E (Beowulf): ...
Silua ri.
Irthos: Eu rio um pouco, suspirando depois.
Irthos: Aye, mas se quantidade trouxesse a qualidade, Beowulf teria seis esposas fiéis e dezesseis nem tanto até hoje. Vejo que ainda não encontrou outra como minha mãe (rindo) embora também não tenha procurado muito.
Beowulf (indignado): Como assim? As mulheres com as quais eu durmo sempre são belas e calorosas! (rindo) Acho que você não conhece o calor das coxas de uma há tanto tempo que nublou a sua visão das características femininas!
Cairnwolf ri por um tempo antes de se dirigir a Irthos novamente
Cairnwolf: Eu já estou velho e as jovens aqui de Rondall preferem homens com menos invernos nos ombros. E estão certas. E acho que nenhuma mulher substituiria sua mãe
Irthos (sorrindo): Anime-se meu velho. Ou melhor, ao menos não hoje (bocejando) eu estou cansado desde antes de você acordar, e teremos um festim amanhã. Com o que trouxemos de carne, mesmo que abusem da comida amanhã eu acho que terão carne por quase todo o inverno. No caminho pra cá lembrei de como os invernos podem ser cruéis aqui no norte, ainda mais se boa parte das provisões são levadas por orcs.
Cleber (Irthos): *ainda mais agora que boa parte
Cairnwolf: Não vou lhe privar de um descanso. Sua cama deve estar um pouco empoeirada e o colchão mais duro do que o de costume, mas deve servir
Irthos (rindo): Ah se você visse uma das primeiras tavernas em que dormimos já como companheiros de viagem, vou achá-lo confortável até. Bem, Beowulf e Silua, temo que terão que ficar na taverna, mas ela é bem confortável também. E Beowulf (rindo) pode colocar dois barris na minha conta, um pelas espadas e outro por dar cabo dos dragões enquanto eu me ocupava caindo penhasco abaixo.
Cairnwolf: Guardar para o festim amanhã, heh?
Irthos (coçando a barba): Ah sim, bem lembrado. Beowulf, diga ao taverneiro que mande vir outro bom carregamento de cerveja e hidromel o quanto antes, senão os moradores não terão o que beber daqui a duas ou três semamanas.
Silua (rindo): Duas ou três semanas? Acho que você está subestimando o Beowulf, Irthos.
Irthos: Aye, mas ele disse que faria o possivel pra beber um pouco menos enquanto estivesse aqui, pois sabe o tempo que pode levar pra se conseguir novos estoques no meio de tanta neve. O que não quer dizer que haverá algum barril cheio no final do mês, mas, sonhar ainda não custa peças de ouro.
Cairnwolf (rindo): Do jeito que falam, parece que terei um desafiante!
Silua: Só não aceite nenhum desafio dele relacionado à bebida. Ainda não descobrimos como ele consegue enganar taverneiros e outras pessoas para ganhar bebida de graça ou com desconto, mesmo nós sempre tentando avisar do contrário...
Irthos: Eu rio animado.
Beowulf (rindo): Sempre estragando minha felicidade. Mas hoje beberei só um dos barris então, assim sobrará mais para o festim amanhã!
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MensagemEnviado: Dom Mar 07, 2010 11:16 pm 
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Agora que a gandalf comentou que a numeração tá errada, chequei algumas sessões para trás e ta tudo meio perdido :caveira:

E eu to com preguiça de arrumar :flor:



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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Seg Mar 08, 2010 1:51 pm 
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Olhando o tamanho da sessão ali, parece que jogamos ontem desde as 18h, mas depois lembro q tem a de sexta junto, hehe.

Posso dar uma olhada nisso, mas só na terça...



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Auroras do Passado (oficial - discussão) Irthos Valeth (Acólito do Dragão nível 13)
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Ter Mar 09, 2010 12:47 am 
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Sem log, my bad. Esqueci de por para gravar x_x Segunda vez que acontece em 281 sessões :/

Resumão:
Conversamos por um tempo e eu desafiei o pai do Irthos para um concurso de bebida no festim. Dormimos, acordamos e desjejuamos.

---

Põe resumo nisso. A sessão foi bem das que eu gosto, só conversando, e acabei perdendo!



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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Qui Mar 11, 2010 11:35 pm 
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Beowulf (de boca cheia, animado): E então, aonde faremos o fetim?
Matheus E (Beowulf): festim*
Cairnwolf (pensativo): Acho que o melhor lugar seria na taverna, já que é o maior espaço interno aqui de Rondall, e apenas loucos fariam um festim na rua num frio desses!
Irthos (anuindo, rindo um pouco): Aye, um dos únicos loucos seria eu, e nos outros lugares não caberia todo mundo.
Beowulf (rindo): Eu iria aonde a cerveja e a carne estivessem
Silua ri.
Matheus: Razi, tu não tinha dado nome ao taverneiro no teu back ne?
Irthos: nopes
Cairnwolf: Mas então, vocês mesmos organizarão o local? O velho Othar não gostaria de que chegassem lá na calada da noite e armassem um festim do nada
Silua: Teremos que falar com ele, ou ao menos Irthos, que o conhece.
Irthos (rindo): Me esqueci desse pequeno detalhe. Posso falar com ele sim, e até ja imagino a cara que fará quando pedirei pra ele deixar boa parte dos estoques de inverno prontos pra serem esvaziados.
Silua (rindo): Principalmente se boa parte deles forem consumidos por uma só pessoa (eu olho para Beowulf).
Beowulf: Sou inocente até que provem o contrário
Cairnwolf (rindo): Sugiro que comecem logo, terão que afastar algumas das mesas. (suspirando) Uma pena que não temos um bardo aqui em Rondall
Irthos: Afastar as mesas será fácil, agora um bardo é verdade, a não ser que Beowulf beba o suficiente pra começar a cantar. (rindo) Mas ele pode tocar sua gaita, irão lhe aplaudir como eu e Silua jamais fizemos! (eu coço a nuca)
Beowulf (rindo): Também, nunca estiveram bêbados quando os homens e mulheres estarão esta noite
Cairnwolf termina de engolir seu desjejum
Cairnwolf (segurando um arroto, sério): E depois do festim, quando pretendem partir?
Silua: Depende de Irthos.
Irthos: Eu pretendia partir dia doze, depois de meu aniversário, se não se importam.
Cleber (Irthos): hoje é dia nove até onde me lembro
Beowulf: Por mim está ótimo, especialmente se teremos outro festim no seu aniversário
Irthos: Claro, porque não? Mas preciso seriamente conversar com Allan pra organizarmos algum tipo de competição naquele dia. Nem que for de caça a um urso atroz branco!
Beowulf (rindo): Te desafio a tentar, baixinho
Silua (rindo): Bem, se dependesse de Beowulf achar esse urso, ele voltaria com um tronco...
Irthos (rindo): Aye, seria melhor procurarmos logo pelo covil de algum dragão branco. Maior e mais ameaçador. Assim ao menos eu não me confundiria com Beowulf quando ele estivesse com a capa.
Beowulf (rindo): Foi ao que me referi anteriormente
Silua anui, rindo.
Cristiane (Silua): atrasada, queria anuir ao comentário do Irthos
Matheus: pode usar no emote: anui ao comentário de Irthos nesses casos :)
Cristiane (Silua): OK
Beowulf: Eu me coloco de pé animadamente, batendo com a cabeça no teto da casa ao me levantar muito rápido. Dou alguns passos para o lado, resmungando
Cairnwolf (rindo alto): Tudo bem com você? Agora não precisaremos mais retirar a neve de cima do telhado!
Silua (rindo): Nâo se preocupe, a cabeça dele é bem dura, ele já bateu ela até em teto de pedra e ainda está inteira...
Irthos: ... ao menos por fora.
Beowulf (massageando a cabeça): Ainda bem que fui criado por um anão
Beowulf: Eu me dirijo na direção da porta
Beowulf (rindo): Vocês vem ou eu vou arrumar tudo?
Irthos: Porque no que dependesse de mim, de fato o velho Othas só ficaria sabendo no final da tarde? Vamos então. Azreth, quer vir junto ou ficar por aqui e (ele voa para dentro da bolsa, animado. Eu rio) isso responde minha pergunta.
Cristiane (Silua): o Beo ainda tem ferimentos provenientes da luta com os dragões, não?
GM: Sim, ele ainda está um pouco ferido, mas não é nada grave
Silua: Depois de tudo o que houve ontem, me esqueci dos seus ferimentos, Beowulf, quer uma ajuda com isso?
Beowulf: Não são graves, mas eu sei como você se sente ao me ver ferido, então vá em frente
Silua: Eu dou uma examinada para ver que magia será melhor.
GM: Julga que uma grave ou crítica seria suficiente
Silua: Baixe a proteção. (eu lanço uma cura grave).
Silua: Fallanelde!
ImagemSilua: Cura grave [3d8+12 = 25]
GM: Ele possui apenas alguns pequenos cortes no rosto, um pouco escondidos pela barba
Beowulf: Eu anuo para Silua, agradecido
Beowulf: Certo, vamos logo para a taverna. Irthos, acho melhor você falar com Othas
Irthos (anuindo): Aye, vamos logo. Até depois pai, se cuide.
Cairnwolf: Lhes vejo no almoço? Posso tentar preparar algo para nós
Silua: Por mim, tanto faz. Irthos, Beowulf?
Beowulf: Eu não me importaria de comer algo que não tivesse sido cozinhado por mim. (rindo) Mas espero que Irthos não tenha herdado os dotes culinários do pai
Irthos (rindo): Quanto a isso não se preocupe (eu vou até a porta, abrindo-a, o que faz entrar um vento frio na casa. Eu encaro a neve animado)
Beowulf: Eu tremo um pouco ao sentir o frio entrando pela porta
Beowulf: Levamos a carroça junto agora ou faremos isso à tarde?
Silua: Deixe para de tarde mesmo. Vamos falar com e começaremos ajeitando as coisas. Quando estiver tudo no lugar, pegaremos a carne. (pensativa) Estava pensando se poderíamos tentar voltar até a caverna para ver se conseguimos ao menos recuperar parte daqueles grãos, mesmo com esse monte de carne que trouxemos, os grão também sãi importantes.
Beowulf: Quer tentar ir até lá com o baú? Ou também podemos deixar isso para amanhã
Silua: Até poderíamos deixar para amanhã, mas meu receio são todos aqueles cadáveres de orcs espalhados por lá, embora esteja nevando, vai demorar um tempo ainda para a caverna gelar que chega para congelar os corpos e se demorarmos muito, os grãos poderão estragar com o cheiro deles.
Cristiane (Silua): tava me lembrando agora, como a carroça tava lotado, o corpo do Waynorth ficou lá tb, não?
Matheus E (Beowulf): muito pouco provável né? :P trouxemos ele junto, num canto da carroça
Cristiane (Silua): só para saber mesmo, já que não tinha sido citado
Irthos (pensativo): Também. Embora com o trabalho que teremos ajeitando a taverna, não sairiamos antes do almoço e certamente só voltariamos no final da tarde, se não nevar muito mais no caminho.
Silua (pensativa): Como Beowulf comentou, eu poderia ir até lá com o baú enquanto vocês cuidam da arrumação da taverna, afinal se houver algum problema, embora não creio que ainda hajam outros orcs, eu teria a maior p
Silua: possibilidade de passar desapercebida.
Cristiane (Silua): ENTER antes fda hora, hehe
Beowulf: Me parece uma boa idéia
Irthos (rindo): Hum, de fato havia esquecido que você é muito boa nisso. Gostei da idéia também.
Silua: Eu só precisaria de um manto quente emprestado, (rindo baixo) meu pêlo aguenta sem problemas ficar algum tempo ao ar livre, mas para ir até lá e voltar é mais problemático, (tom normal) e não quero no momento sair procurando pela vila quem usou o meu ontem para pedir de volta.
Cairnwolf: Temos alguma coisa sobressalente e que deva servir em você (olhando para Beowulf) Desculpe Beowulf, para você não creio ter algo
Beowulf: Eu suspiro rindo
Beowulf: Eu suspiro rindo
Beowulf (rindo): Compreensível
Silua: Eu aceito a oferta, Cairnwolf. (para Beowulf) Se quiser tirar alguma coisa do baú antes de eu ir, aproveite.
Beowulf: Eu toco no chifre
Beowulf (rindo): Tenho tudo de que preciso. Lembre-se que o baú é bastante pesado, não vai ter dificuldades em carregá-lo?
Silua: Não, a melhoria recente que fiz no meu cinto vai dar uma mão extra.
Cristiane (Silua): minha carga leve é 50Kg agora, hehe
Matheus E (Beowulf): é esse o peso dele :P
Cristiane (Silua): eu sei, mas mesmo em carga média não é tão brabo assim
Irthos: Se você diz, qualquer coisa pode deixar aqui algo que não irá usar.
Silua: Deixei a mochila lá dentro, o resto dá para aguentar.
Beowulf: Não prefere colocar ele na mochila?
Irthos: Eu rio, cruzando os braços.
Silua: Embora com o peso do baú, não vai ser o que está na mochila que vai me prejudicar mais. Me passe ele aí que vou colocar lá dentro.
Irthos (rindo): Querem que eu vá indo enquanto vocês discutem isso?
Beowulf: Eu passo o baú para Silua com cuidado, olhando para Irthos
Beowulf (rindo): Nem ouse ir sem mim. Não confio em ninguém além de mim para essas coisas
Irthos (rindo): Medo que eu diga a Othas pra esconder metade dos barris?
Silua: Eu coloco o baú na mochila e pego o manto quente oferecido por Cairnwolf.
Cairnwolf (rindo): É sempre essa confusão?
Silua anui, rindo.
Beowulf (rindo): Aye, mas acho que agora estamos acertados (eu me despeço de Silua e vou até a taverna, seguindo Irthos)
Silua: Eu me despeço dos três e sigo na direção da caverna, disposta a recuperar o que puder dos grãos, e mantendo-me atenta pelo caminho.
Irthos: Eu também me despeço de Silua e de meu pai, indo até a taverna. Ao chegar na frente dela, rio animado.
Irthos (animado): Ah, o bom e velho Barbas de Bode! Ao menos espero que continue bom.
Beowulf (rindo): Animado você
Irthos (rindo): Arre, Barbas de Gelo!
Beowulf: Tsc tsc, e nem bebeu ainda. Prevejo eu carregando alguém até a casa hoje à noite
Irthos (rindo): Provavelmente (eu entro na taverna)
GM: A taverna está vazia ainda. Othas, já com bastantes invernos em suas costas, parece ainda colocar tudo no lugar. Uma atendente mais jovem e com belas características limpa o chão sujo e manchado de sangue da Barbas de Gelo. Ele encara Irthos ao entrar na taverna com uma expressão curiosa
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Othas: Ainda não estamos abertos viajante, infelizmente. Depois do ataque dos orcs, demoraremos um pouco até os negócios voltarem.
Irthos (rindo): Othas, deixe de fingimento! Não me reconhece, Irthos, filho de Cairnwolf? O que distraia as crianças com algumas histórias tolas e depois quase desmaiava bebendo com o resto?
Othas apera a visão
Othas (surpreso): Irthos? O baixinho implicante? (ele se aproxima mais) Pelas barbas de meu avô, o que aconteceu com você nesses anos que esteve longe?
Irthos (sorrindo): Cresci um pouco, o suficiente pra ainda passar por baixo das portas. Vejo que as coisas aqui ainda vão levar um tempo pra ficarem organizadas como sempre.
Beowulf: Aye, mas nós vamos dar uma ajudinha (eu entro na taverna também, fechando a porta em seguida, tirando um pouco a neve do corpo), não vamos?
Othas encara Beowulf assustado
Othas (assustado): E voc-cê, q-quem é?
Beowulf: Beowulf Seawulfson, amigo de Irthos
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Irthos (anuindo): E não apenas ajudar, como também fazer sua taverna ficar lotada ainda esta noite!
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MensagemEnviado: Sex Mar 12, 2010 3:50 pm 
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Essa foi uma das maiores, senão a maior sessão durante a semana que tivemos O_o



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MensagemEnviado: Sáb Mar 13, 2010 12:36 am 
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Sessão CCLXXXII
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Othas parece confuso e um pouco assustado
Irthos (rindo): Não se preocupe, não é confusão. Gostaríamos de dar um festim esta noite, principalmente para ajudar um pouco a amenizar tudo que aconteceu nos últimos dias. Trouxemos carne, e muita, só precisamos de um lugar aconchegante e grande o suficiente. Por isso peço, por favor, podemos usar sua taverna para tal comemoração?
Othas (confuso): Acho que não teriamos problemas, mas como veem (ele sinaliza com os braços, num gesto aberto) a taverna está um pouco bagunçada (ele aponta para as mesas viradas e o chão manchado de sangue)
Irthos: Bem, não deve ser nada que dois pares extras de braços não ajudem. Em especial com as mesas (eu olho para Beowulf)
Beowulf: Eu sorrio, anuindo
Othas: Mas para quem seria este festim?
Beowulf (rindo): Acho que para Rondall toda, a não ser que alguém não queira participar. Certo Irthos?
Irthos: Eu anuo, rindo um pouco.
Othas (suspirando): E lá se vai a cerveja do inverno. Bem, ao menos é uma diversão que acho que os homens estão precisando
Irthos (sorrindo): Se todos pensassem como você, muitos lugares por onde passei seriam melhores, muito obrigado! Bem, basta nos dizer por onde começar, temos muito o que fazer!
Beowulf: E quanto à cerveja, nós trouxemos também. Somos homens prevenidos
Othas (suspirando): Podem começar ajudando a levantar as mesas e as cadeiras. Do chão, Gwen consegue cuidar, não é? (ele se vira na direção da jovem)
Gwen abaixa o rosto, anuindo, surpresa pela atenção ter se movido na direção dela. Ela parece corar
Beowulf: Eu sorrio ao ver a jovem corar antes de me virar para Irthos
Beowulf: Vamos começar isso logo então Irthos, se você puder me ajudar (eu vou para um canto mais afastado e começo a colocar as mesas de pé facilmente, aguardando Irthos)
Irthos: Eu anuo e começo a ajudar Beowulf a levantar as mesas e cadeiras.
Beowulf (baixo): Estive pensando, assar toda a carne dará um bom trabalho, talvez mais do que o velho Othas consiga dar conta
Irthos (anuindo, baixo): Quer se oferecer pra ajudar então?
Beowulf (baixo): Aye, sabe que eu conseguiria fazer isso fácil e rapidamente. Mas tenho um pouco de receio de deixar de ser apenas o meio-gigante, se é que me entende
Irthos (rindo, baixo): Também não precisa criar fogo do nada ou dobrar as chamas pra assar mais rápido, auxilia-lo mais normalmente ja vai reduzir pela metade o tempo pra deixar tudo pronto.
Beowulf (rindo, baixo): Claro, tem razão. É que passei um bom tempo pensando no que seu pai falou e às vezes acho que ele tem razão. De que adianta ser o que sou se tenho que manter isso escondido de todos?
Irthos (rindo, baixo): Na pior hipotese, diga que o fogo extra é causado por sua espada mágica.
Beowulf (sério, baixo): (eu suspiro pesadamente) Aqui também não é a hora nem o lugar para falarmos dessas coisas, mas acho que muito do que seu pai falou faz sentido. (eu termino de erguer a mesa mais próxima, colocando-a no lugar facilmente)
GM: Vocês rapidamente terminam de colocar as mesmas no local, não levando mais do que alguns poucos minutos. Othas parece espantado
Othas (rindo, espantado): Dois pares de braços, mais pareceram vinte!
Irthos (animado): Gratos em ajudar! Bem, estávamos pensando aqui, pela quantidade de pessoas, gostaríamos de oferecer ajuda para assar toda a carne que será necessária. Beowulf é um dos melhores cozinheiros que ja vi, quem sabe ele poderia lhe ajudar um pouco com isso?
Othas: Não vejo por que não, ainda mais se toda a Rondall aparecer (ele olha na direção da porta ao ouvir batidas) Estranho mais alguém aparecer, podem ter se assustado com o ranger das mesas (ele anda na direção da porta, abrindo-a. Uma mulher olha para dentro, ela carrega uma grande capa branca na mão)
Mulher: Othas, Irthos está por aqui? Fui até a casa dele devolver a capa que havia pego emprestada e o pai dele disse que ele estaria por aqui
Othas: Está sim, ele e o amigo estavam me ajudando a arrumar tudo por aqui. Estava uma bagunça desde que os orcs destruíram tudo! (ele olha para trás, na direção de Irthos.) Irthos, venha até aqui, tem alguém que quer falar com você
Irthos: Eu me aproximo da porta, curioso em saber quem é.
GM: Para a sua surpresa, é a mão de Waynorth. Ele ainda parece bastante cansada e abatida, mas um sorriso grande brilha no rosto dela
Mulher: Irthos, que bom poder falar com você finalmente. Como tem passado?
Irthos (coçando a nuca): Bem, obrigado por perguntar. Um bocado melhor do que ontem ao menos. Estamos ajudando o velho Othas com a bagunça causada pelos orcs, para hoje a noite (eu a encaro um pouco triste, sem palavras para dizer sobre a morte de seu filho)
Mulher (séria): Está sendo difícil para você, não é?
Irthos (triste): Aye. Ele era meu melhor amigo, um dos poucos que realmente entendia meu jeito meio indomável. Ele... partiu... como um guerreiro, eu diria. Sua memória não será esquecida e sua bravura será lembrada em muitas canções. (enxugando os olhos) Me desculpe, isso tudo foi tão repentino, e meu pai também quase morreu...
Mulher (rindo, lacrimejando): Ele frequentemente falava de você. Quando eu reclamava que ele ainda não estava casado ele falava que faria como você e saíria andando por Val'huhn
Mulher também começa a chorar baixinho, se recompondo logo depois
Mulher (chorando, embora pareça feliz): Mas meus outros dois filhos menores ainda estão vivos graças à vocês, Waynorth ficaria feliz com isso. Só acho que ele gostaria de ter falado com você mais uma vez, você saiu tão repentinamente aqui de Rondall um ano atrás
Irthos (suspirando, sorrindo um pouco): Aye, ele com certeza ficaria. O que fizemos por vocês não é mais que minha obrigação como ex-membro da milícia, amigo fiel e morador de Rondall. E sim, compreendo que de fato sai daqui quase como um fugitivo, e em partes me arrependo. Ou se eu tivesse voltado pelo meio do ano pra contar o que passei em minhas viagens, ele certamente iria preferir se casar, embora o conhecendo, não duvidaria que quisesse me acompanhar desde o começo (eu rio um pouco, me recuperando depois). Mas ao mesmo tempo, ao sair naquele dia, cheguei a tempo em meu destino, de conhecer dois amigos e companheiros fiéis que aturam minha presença até hoje. Minha vida ganhou novo sentido com a companhia deles. E de fato, conseguimos evitar que coisas ruins acontecessem por lá, então minha outra parte não se arrepende de não ter adiado minha ida, se a senhora me entende.
Beowulf: Eu me aproximo de Irthos em passos decididos, sorrindo. Coloco a mão no ombro dele, apertando um pouco
Mulher (sorrindo, lacrimejante): Aí está você (ele entrega a capa para Beowulf), obrigado por ela, salvou a vida do restante de minha família ontem. Eu, meu marido e meus dois filhos conseguimos nos protejer com ela na viagem de volta. Ela estava manchada de sangue e um pouco suja, então eu acabei limpando ela. Espero que não se importe
Beowulf: Eu pego a capa e visto-a, sentindo o corpo todo aquecer
Beowulf (sorrindo): Eu agradeço por isso, sempre acabo esquecendo de a limpar. Geralmente isso só acontece quando Irthos reclama do fedor excessivo
Mulher: Era o mínimo que eu podia fazer. Nem eu e nem os moradores dessa cidade podem agradecer o suficiente pelo que fizeram. Rondall teria sido extinta se não tivessem voltado nesse exato momento. Os deuses devem tê-los guiado até aqui
Irthos (anuindo): Eles nos guiam e nos dão forças, e em troca só pedem que façamos o bem. E isso fazemos sem hesitar. Parte de mim ficou aqui quando parti, e para cá sempre retornarei, e lutarei para defender quem não o pode fazer até que os deuses me queiram ao seu lado.
Mulher: Hoje à tarde faremos a cerimônia funeral para Waynorth e os outros na saída oeste, como sempre
Irthos (anuindo): Aye, estaremos lá.
Mulher sorri, ainda com os olhos lacrimejantes
Mulher: Waynorth ficaria feliz em saber o homem que se tornou Irthos. Há muitos mistérios na sua volta e naqueles próximos a você. Ou o mundo lá fora é tão estranho que puxar uma carroça na neve alta é considerado normal? (ela sorri finalmente, a morte do filho ainda bastante marcada no rosto que já suportou muitos invernos)
Irthos (sorrindo): Eu ficaria com a primeira opção, o resto do mundo é pior do que aqui. Menos tranquilidade, mais preconceitos e lugares demais pra se gastar ouro. Nenhum dos três é saudável.
Mulher: Mas é para isso que vai voltar em breve, não é?
Irthos: Aye, um dia voltarei, os deuses queiram que com dinheiro suficiente pra construir uma pequena fortaleza nas montanhas e poder vigiar todas as terras ao redor. Mas a fortaleza já é sonho de Beowulf, então minha idéia terá que ser mais criativa.
Mulher sorri, antes de se despedir e partir
Beowulf (ainda com a mão no ombro de Irthos): A morte do seu amigo foi realmente dificil para você, não é?
Irthos: Eu me despeço e fico em silêncio por alguns instantes.
Irthos (pensativo, baixo): Aye, quanto mais tempo convivemos com alguém, mais difícil é vê-la partir. Só não entendi uma coisa nesta história, que ´outros´ ela se referia se ao vasculharmos a cidade ao chegarmos, não encontramos nenhum... nenhum... e orcs não são tão conhecidos por fazerem sumir humanos em forma de comida.
Beowulf (sério): Talvez havia alguns nas outras casas, espero que nenhum tenha pego uma doença séria na caverna ou na viagem de volta
Irthos (sério): Também espero. Bem, agora esperamos Silua voltar, se não até o almoço, vai almoçar na minha casa? Eu acho que vou dar uma volta pela cidade, pra ver se todo mundo está voltando a rotina, na medida do possível, e ver se o cabeçudo do Allan de fato avisou a todos sobre o festim.
Beowulf: Vou com você se não se importar, quero conhecer melhor a sua vila. E também estou curioso para ver se seu pai cozinha tão mal quanto você. Mas acho melhor falarmos para o velho Othas que estamos de saída e para ele deixar um lugar para os barris de cerveja e também um lugar pronto para assarmos a carne
Irthos: Bem lembrado (eu me aproximo de Othas, chamando-o e pedindo para fazer espaço para os barris e para assar a carne)
Othas (anuindo): Tudo bem, isso eu consigo fazer. O que Narmeth falou é verdade? Foi Beowulf quem puxou a carroça para Rondall? Como estive desmaiado só me lembro de acordar na calada da madrugada de hoje e ver a Barbas de Gelo como se um vento forte tivesse passado por ela
Beowulf: Aye, fui eu sim, (rindo) não achou que todo esse tamanho era para nada não é? Voltaremos ao entardecer, assim que voltarmos do funeral daqueles que comemorarão com os deuses esta noite
Othas anui, ainda surpreso
Beowulf (animado): O que pretende me mostrar primeiro? (eu tomo alguns goles de hidromel para me aquecer)
Irthos (rindo): A cidade não tem tantos lugares emocionantes quanto pode parecer. Eu pretendia dar a volta pelo norte rumo à leste, no caminho podemos parar na casa de L´lanthar pra ver se ele se recuperou. Não estranhe se o pátio dele ainda estiver verde, estamos falando de um druida.
Beowulf: E mais especificamente de um elfo
Irthos anui, rindo.
Beowulf: Sem problemas. Vamos caminhando e vá me apresentando os lugares, a vila parece ter seus atrativos (eu olho para Gwen, limpando num canto mais afastado)
Irthos: Eu anuo, rindo, e saio da taverna, pegando a estrada central do vilarejo que leva até os muros ao norte, mostrando a Beowulf onde é casa de quem a apresentando-o a quer porventura perguntar, indo em direção da casa de L´lanthar.
GM: Vocês caminham por entre a neve alta que se acumulara. Os habitantes da vila parecem felizes ao vê-los e anciosos com o festim mais à noite. Eles agradecem por tê-los salvado e todos se mostram surpresos com a transformação de Irthos no tempo que passou fora. Beowulf assutara algumas crianças, fingindo ser um urso. Finalmente chegam até a casa de L'lanthar, ela está fechada, mas uma fumaça sobe do chaminé
'Cleber' disconnected



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Auroras do Passado: Beowulf Drakengard, Guerreiro do Dragão 14
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 Título: Re: Auroras do Passado
MensagemEnviado: Seg Mar 15, 2010 11:03 pm 
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Irthos: Bem, ao menos há sinal de vida. Espero mesmo que o estado dele na caverna tenha sido por causa dos dragões, e acabado totalmetne com eles.
Beowulf (pensativo): Ele parecia saber de que eles estavam atrás de você. Acha que ele estava sendo controlado de alguma forma? (rindo) Perdoe minha memória, mas não me lembro se havia contado a ele da sua situação
Irthos: Deveriam estar controlando ele, afinal queriam me enfrentar e ele não sabia de nada, e se sabia, nunca deixou transparecer. Por um lado não quero incomodá-lo agora, afinal sendo um usuário de magia, deve ter resistido razoável contra os dragões, e não apenas fisicamente.
Beowulf: Voltamos para sua casa então?
Irthos (anuindo): Sim, antes que Silua volte. Afinal sem nós dois pra atrasá-la e aquele anel para nada atrasar ela...
Beowulf (anuindo): Melhor deixar ele descansar um pouco mesmo. Poderá falar com ele amanhã ou então no dia do seu aniversário (eu volto para a casa de Irthos, seguindo ele)
Irthos: Eu volto para casa, um pouco animado ao ver que as coisas estão voltando ao seu ritmo, e a reação das pessoas ao me ver mais ágil, mais alto e mais forte do que a algum tempo atrás. Saber que elas estão vivas por nossa causa me traz um sorriso no rosto no caminho de volta.
GM: Silua, após algumas horas de caminhada você consegue ver novamente a caverna mais à frente, contente em saber que seus instintos a guiaram até o lugar sem problemas. A mochila pesa com o baú, fazendo seus pés afundarem na neve. Sente as pernas doerem um pouco
Silua: Eu ativo o anel, apenas por precaução, e olho para dentro da caverna, para ver se nenhuma criatura apareceu nesse meio tempo, seja alguns orcs que estavam ausentes ou predadores interessados nos corpos dos orcs.
GM: Você não consegue ver nem ouvir nada. O frio intenso parece ter afastado todos dali. O cheiro dos corpos dos orcs em decomposição já começa a ficar desagradável
Silua: Eu entro na caverna, ainda cautelosamente, e só depois de me certificar de que estou sozinha, começar o trabalho de recolher os caixotes de grãos ainda intactos e guardá-los no baú.
GM: Alguns caixotes são grandes demais para o baú, forçando-a a colocar os grãos em sacos e então guardá-los no baú. Consegue recolher uma boa quantia, o suficiente para muitas semanas
Silua: Após me certificar que peguei o m
Silua: Após me certificar que peguei o máximo que posso levar, dou uma última olhada na caverna, especialmente na câmara inicial, já que da outra vez só olhei a outra, para ver se não ficou mais nada útil e depois volto a colocar o baú na mochila para poder voltar a Rondall.
GM: Não há mais nada na caverna, aparentemente ela fora escolhida pelos orcs apenas para se protegerem do frio ou então para manter os habitantes de Rondall presos
Silua: Eu recoloco a mochila nas costas e volto a sair da caverna, ativando o anel antes, apenas como uma precaução extra, voltando a desativá-lo só depois de checar lá fora.
GM: O vento continua a soprar frio e intenso do lado de fora da caverna. A neve está mais alta do que no dia anterior, sente-se tremer um pouco
Silua: Eu começo a voltar para Rondall, satisfeita por ter recuperado parte dos grãos da vila e ansiosa por um fogo aceso.
GM: Após mais algumas horas de viagem você chega na casa de Irthos com as pernas doendo pelo esforço de caminhar na neve alta e sentindo bastante frio
Silua: Eu sacudo um pouco a neve que aderiu ao manto que Cairnwolf me emprestou e depois entro na casa, desejando me esquentar logo.
Beowulf: Eu cumprimento Silua ao vê-la entrar
Beowulf: Como foi? Conseguiu recuperar muita coisa? (eu me ofereço para pegar a mochila)
Silua (anuindo): Consegui trazer a maior parte do que ainda estava intacto, embora tive que passar alguma coisa para sacos, já que alguns caixotes eram grandes demais para o baú. (rindo levemente) Agora só quero me esquentar um pouco e descansar as pernas. (eu passo a minha mochila para Beowulf pegar o baú e depois me sento numa cadeira).
Irthos: Que bom. E pelo tempo que levou, a ida e a volta foram tranquilas, não?
Silua (anuindo): Tirando o esforço de andar na neve alto, não houve problemas, o frio deve ter desanimado qualquer um a entrar ali. Talvez mais tarde, algum predador faminto resolva se contentar com carne de orc.
Irthos (rindo): Bote faminto nisso!
Silua: Ao menos os grãos que pude salvar devem durar algumas semanas, mais a carne que trouxemos e Rondall estará bem abastecida para o resto do inverno.
Beowulf: Eu e Irthos arrumamos a taverna e a deixamos pronta para o festim mais à noite. (rindo) Além disso pudemos observar as belezas de Rondall
Silua (rindo): Belezas do tipo feminino?
Beowulf (rindo): Aye.
Irthos ri, coçando a barba.
Cairnwolf: Acho que um almoço também não seria ruim agora, não é?
Silua (anuindo, rindo um pouco): Não sei quanto a eles, mas eu adorei a idéia.
Irthos (rindo): Ia mesmo perguntar. Acho que não seria ruim mesmo.
Beowulf: Eu anuo, colocando o baú num canto e bebendo longos goles de hidromel
Cairnwolf coloca pratos à mesa, bem como carne, alguns pães e um queijo já um pouco velho
Beowulf: Eu me sento à mesa e começo a comer, curioso com o sabor
Silua: Eu me sento à mesa também e começo a almoçar.
Irthos (rindo): Demoraram. Sintam-se em casa (eu sento e começo a comer)
Cairnwolf olha para Irthos
Cairnwolf: E então meu filho, sentiu falta de uma comida caseira em suas aventuras?
Irthos: Bem, o que dizer? (eu mastigo outro pedaço de carne, prestando mais atenção ao gosto, ao contrario das primeiras mordidas que engoli quase direto)
-> Irthos: É contigo
Cairnwolf lhe encara ansioso
Irthos: Eu suspiro, rindo um pouco.
Irthos: Aye, nada como almoçar em casa. E vejo que você melhorou bastante desde eu sai. Só está precisando de algumas dicas de Beowulf, mas isso resolvemos essa semana, não é?
Cairnwolf (de boca cheia): Vejo que não aprendeu pela falta de exemplo
Beowulf (de boca cheia): Vejo que não aprendeu pela falta de exemplo
Irthos: Eu rio e me engasgo, tossindo.
Beowulf: Eu bato nas costas de Irthos, um pouco mais forte do que deveria
Beowulf (rindo): Tudo bem com você?
Silua ri.
Irthos: Eu anuo, continuando a comer, rindo um pouco.
Cairnwolf (rindo): Esse é o Irthos que conheço, pode ter uma tempestade enorme do lado de fora, mas se ele tiver um prato com comida, ele ficará com a comida
Irthos (rindo): Se a tempestade ameaçar os estoques de comida, eu a enfrentaria com prazer. (mais sério) Falando nisso, como foi esse ano que passou?
Cairnwolf: Calmo, até alguns dias atrás quando os orcs invadiram. Tivemos poucos visitantes, a cerveja de Othas fermentara bem, e nenhuma criança morrera durante o inverno passado. Espero que este ano seja a mesma coisa, mas (ele indica o som do vento soprando forte) não tenho tanta certeza
Irthos: Eu o encaro, intrigado.
Cairnwolf (sério): Sabe como o inverno daqui é rigoroso. Muitas crianças não conseguem suportar o frio e as doenças que vem com ele
Irthos (sério): Aye, eu me considero abençoado por ter sido ´abençoado´ com a atenção de um dragão imune ao frio, de certo modo isso deve ter me protegido um pouco quando era menor. Bem, as peles que trouxemos podem ficar com os moradores sem problemas, seus filhos precisam muito mais delas que nós. Pena que não lembramos de conseguir mais.
Cairnwolf anui. Em seguida olhando para Beowulf e Silua
Cairnwolf: E quanto à vocês? Ainda não me contaram muito bem quem são. Gostaria de saber mais sobre como era a vida de vocês
Silua: Eu venho duma vila chamada Krull, do outro lado das montanhas, ao norte de uma floresta. Nasci e me criei lá e acho que posso dizer que tive uma vida mais ou menos normal até pouco mais de ano atrás. Servi na milícia assim como Irthos, mas o que eu realmente gostava de fazer era caçar, aprendi com meu pai. (rindo levemente) Olhando agora parece interessante ver como tudo issoacabou se encaixando com o que me tornei.
Cairnwolf: Disse que foi vítima de um ritual?
Silua (anuindo): Sim, faz mais ou menos um ano e meio agora que minha vida mudou.
Cairnwolf: Não sei se quer responder, mas o que aconteceu mais exatamente?
Silua (séria): Eram cultistas a serviço de uma entidade maligna. Eles costumam pegar vítimas para seus rituais e naquela ocasião estava longe de casa, visitando um amigo da família. Eles me emboscaram na volta e me fizeram aquilo que você viu ontem. O motivo disso é que com o tempo, as vítimas desse ritual enlouquecem e viram feras assassinas. Eu escapei dessa sina, mas apenas porque cheguei até Bast a tempo, (séria) a maioria não tem essa chance...
Cairnwolf (curioso): Mencionou Bast novamente, o que seria ela?
Silua: É a deusa dos felinos e a única que tem a cura para isso, mas no meu caso ela me ofereceu a escolha entre a cura ou me tirar a parte perigosa da maldição e servi-la, combatendo os responsáveis por isso, assim como qualquer um que pratique o mal ou prejudique inocentes (eu mostro o símbolo de Bast para ele, do bracelete em meu pulso).
Cairnwolf (sério): Escolheu uma vida difícil e com poucas chances de ser normal para proteger os outros. Eu admiro sua determinação, poucos seriam capazes de fazer tal escolha
Silua (anuindo, séria): E realmente não tem sido fácil, mas eu tenho aguentado, sabendo que ao menos várias pessoas foram ajudadas por causa disso.
Cairnwolf (pensativo): Posso imaginar. (ele fica em silêncio por alguns instantes, contemplativo) E você Beowulf, (rindo) caiu num caldeirão de poção de crescimento de algum mago quando pequeno?
Beowulf (rindo): Não. Como eu já havia falado, sou desse tamanho por ter sangue de dragão correndo nas veias. E como também já disse, sou um Isän. Minha vila foi atacada quando eu ainda era pequeno, e um dragão prateado salvou minha vida. Ele disse que cuidaria de mim com uma condição
Cairnwolf: Qual condição?
Beowulf: Eu deveria treinar para que eu pudesse impedir outras vilas de sofrerem um destino semelhante à minha. Eu estava assustado e furioso, e aceitei. E durante alguns anos eu treinava noite e dia, o treinamento era árduo e prosseguia mesmo durante o intenso inverno de Isa. Lembro que quase morri diversas vezes. Drogoth, esse era o nome do dragão, embora se preocupasse comigo (rindo) gostava de me ver sangrar, ele fazia questão de me tornar duro como uma pedra. E consegiu. Acho que ele nunca ficou sabendo, mas eu me lembro de vezes que ele se aproximava de mim, quase morto num canto da caverna, para me cubrir com peles ou tratar dos ferimentos. Acho que eu era para ele o filhote que nunca teve.
Cairnwolf: Sua infância deve ter sido difícil, sendo criado por um dragão num lugar como Isa, que dizem ser bastante inóspito. Eu já temo pelas crianças daqui durante um inverno rigoroso
Beowulf: Aye, não posso dizer que foi fácil. Mas eu não vejo como poderia ter sido diferente e na verdade, eu não gostaria de ter sido diferente. Mesmo tendo perdido ambos meus pais ainda jovem, acho que pude aprender muitas coisas sozinho, e a adversidade do lugar só tornou o aprendizado mais necessário. Quando eu quebrei um braço, aprendi a usar o outro para sobreviver e com isso consigo golpear facilmente com o escudo, um conhecimento que passei em partes para Irthos. Mas nem tudo foi ruim, havia alegria quando eu ia para algumas vilas próximas e podia participar de seus festivais e quase desmaiar bêbado no meu próprio vômito na neve. (rindo) Bons tempos
Cairnwolf: Na verdade, vocês três não parecem se arrepender de nada que aconteceu. (ele fica pensativo por alguns instantes) Mas então, o que o fez sair de Isa?
Beowulf: Vingança. Um dia quando voltava para a caverna, encontrei Drogoth agonizando depois de um combate com um outro dragão, Nonalloth. Soube que Drogoth havia morrida por ter cuidado de mim e meu lado Isän foi mais forte. Jurei vingança e vim para o continente principal. Após andar um pouco encontrei seu filho e Silua e um pouco menos de ano depois, aqui estou.
Cairnwolf (sorrindo): Uma boa história, certamente vai animar seus netos se contada com mais ênfase e no tom de voz certo. (ele encara os três) Perdoem-me pelas perguntas um tanto pessoais, mas como já devem ter percebido andando com Irthos, a curiosidade é de família
Silua: Não precisa se desculpar, entendemos isso, afinal somos incomuns até mesmo entre aventureiros.
Beowulf (anuindo): Aye, e sempre é bom podermos contar com alguém. São poucos que aceitariam conversar com nós se saberem o que somos
Irthos anui, sorridente.
Irthos: Beowulf provavelmente ja deve contar com alguns filhos espalhados por aí, então ter netos não será o problema. Comigo, me preocupo mais se eles terão orelhas ou chifres na cabeça (eu rio levemente), mas serão amados mesmo que me incomodem mais do que eu o fiz.
Silua ri.
Cairnwolf (incerto): Mas seus filhos correm o risco de... você sabe?
Irthos (rindo): Serem cínicos, sarcásticos, irônicos, apreciarem boa comida e uma luta melhor ainda? Muito provavelmente! (mais sério) Quem sabe? Razgorith é parte de minha alma e de meu corpo, mas talvez tudo desaparecerá se eu morrer de vez. Se já sou tão dragão quanto acho que sou, as chances são razoáveis, embora não creio que unir metade de algo com algo que não é resulte em muita coisa, provável que as transformações sejam e serão só minhas e meus filhos apenas tenham alguma vocação, dotes físicos ou algo assim. (rindo) Garantido mesmo seria se eu encontrasse uma dragoa a fim de mim.
Cairnwolf (rindo): Erm, prefiro nem imaginar
Beowulf (rindo): Somos dois
Silua anui, rindo.
Irthos (rindo): Que caras são essas? Eu não reclamaria se uma de fato gostasse de mim, ao menos não estaria sozinho quando minha única forma for a outra. Não digo que pularia sem hesitar, mas... veremos. Ainda tenho fé em encontrar Arianna solteira, ou (eu engulo em seco, rindo levemente)
Cairnwolf (sério): Imagino que será mesmo difícil encontrar alguém. Você gosta mesmo de Arianna não é?
Irthos (suspirando): Aye. Se aquele velho me deixasse em paz e eu não tivesse sido um pouco covarde sobre mim mesmo na época, seria o casamento mais comentado da história de Rondall por gerações se eu me revelasse a todos como era de seus planos na época (eu rio)
Cairnwolf (rindo): Sim, todos comentariam sobre você sendo afugentado por tochas logo após a cerimônia
Irthos (perdido em pensamentos): Aye, bons temos que ainda virão. Um dia voltarei com a cabeça dele, cada uma de minhas espadas em um dos seus olhos, e de suas escamas terei uma bela bainha pra combinar com minha espada. E teremos paz até que decidam fazer o mesmo comigo.
Cairnwolf (rindo): Dele quem? Do pai de Arianna?
Irthos tosse, rindo alto.
Irthos (me recuperando, mais sério): Não, de Lothos, o bom velhinho a quem devemos a morte de Razgorith e minha consequente transformação em meio-dragão, a invasão ao vilarejo e minha perseguição a ele mundo afora para mantê-lo ao menos afastado de Rondall.
Cairnwolf: Agora me responda uma última pergunta meu filho, depois disso prometo deixá-los em paz para fazer o que quiserem por Rondall: se tivesse a escolha agora, voltaria a ser apenas um humano?
Irthos: Eu reflito por alguns instantes.
Irthos: Se me fizesse esta mesma pergunta a pouco mais de um ano atrás, quando Arianna foi embora porque eu nao quis aceitar o que era, e Lothos não era visto no vilarejo a mais de sete anos, eu lhe diria que sim. Seguir a vida adiante, me casar com alguma moça e dar-lhe netos, pois meus poderes não impressionariam mais ninguém. Talvez eu protegesse o vilarejo de algum urso ou, Bahamut não me ouça, de um dragão branco faminto, mas nada que com o resto da milicia unido e talvez um apoio de L´lanthar, não resolvessemos.
Cairnwolf: E agora?
Irthos: Agora, com Lothos a solta, unido a um grupo de pessoas e dragões que querem ver a mim e a meus amigos morto, agora que sei o que ele é o que fez, ainda não. Sinto que ele deve pagar pelo que fez, e Razgorith merece erradicar esse mal do mundo com suas próprias mãos por meu intermédio, para então poder descansar em paz. (rindo) E ainda não desisti da idéia da dragoa (eu pigarreio, me recuperando) Quanto a meu destino depois que os males causados forem corrigidos, deixo na mão dos deuses. (rindo) Também depende de, no final de tudo isso, se Arianna ainda me quer como uma lagartixa escamosa.
Cairnwolf: Acho que só saberemos quando a hora chegar então? Sabia que lhe apoiarei em qualquer escolha mesmo se (ele engolhe em seco, um pouco assustado) eu tiver de me apresentar para um dragoa de verdade
Beowulf (rindo): Não tema, eu ficarei do seu lado se isso tiver de acontecer (rindo ainda mais) ou na sua frente entre você e ela se assim desejar!
Silua: E eu também (rindo ainda mais).
Irthos: Não se preocupe, pra amenizar o choque eu poderei pedir a ela pra que se apresentesse numa forma humana antes. E pra que não volte à forma normal dentro de casa também, ao contrario de mim, isso seria levemente desastroso.
Beowulf (rindo): Levemente?
Silua (rindo): Só levemente? Teria sorte se ainda tivesse uma casa depois disso, considerando o tamanho dos que já vimos...
GM: Vocês ouvem batidas na porta
Cairnwolf: Quem será? (ele se levanta e vai até a porta, com passos cuidados. Ele abre a porta e após trocar algumas palavras rápidas, volta trazendo o casado de Silua. Cairnwolf volta até a mesa e entrega o casaco para Silua) A mulher que havia pego emprestado trouxe de volta, pelo que pude ver, ela o limpou também. Embora eu possa apostar que não estava nem de perto tão sujo ou fedido como o de Beowulf. Ela disse que adoraria ficar mais e agradecer, mas deveria ir rápido para o oeste porque iriam começar o funeral
Silua (anuindo): Fico feliz ao saber que meu casaco ajudou alguém também. (rindo levemente) Quanto à sujeira, o meu realmente estava um pouco melhor, embora também tenha ficado vermelho por causa da luta com os dragões. (eu retiro o emprestado por Cairnwolf, devolvo a ele e coloco o meu)
Irthos: Eu me assusto um pouco com a notícia.
Irthos (preocupado, sério): Pelos deuses, conversamos tanto tempo assim que ja é a hora do funeral de Waynorth? Eu vou indo para lá se não se importam, eu ficaria muito agradecido se me acompanhassem também.
Silua (anuindo): Nós o acompanharemos também, Irthos.
Beowulf (anuindo): Claro que iremos. (eu me coloco de pé, novamente batendo com a cabeça no teto, embora com menos intensidade. Ajusto a capa de urso nos ombros, colocando o elmo sobre a cabeça, massageando-a por debaixo dele)
Silua (rindo): Você pode ser cabeça-dura, mas desse jeito vais acabar ficando sem ela, a menos que comece a usar elmo dentro dos lugares fechados também...
Irthos: Aye. E você pai?
Beowulf (suspirando, rindo um pouco): Do jeito que as coisas andam, acho que vai ser mais fácil eu começar a destruir os tetos.
Cairnwolf: Vou também, é claro. Rondall é um lugar pequeno e todos aqui se consideram família (ele se levanta, colocando um casaco)
Matheus: Razi, aproveita o tempinho que temos para descrever teu pai
Cleber (Irthos): de novo? XD ou precisa de mais detalhes?
Matheus: tu já tinha descrito? te juro q esqueci x_x vou olhar no log depois então
Cleber (Irthos): eu descrevi melhor no log do hamachi (queria me lembrar onde o hamachi² salva o dele) do que tu descreveu ingame, se nao me engano xD
Matheus: uma hora tu prepara algo então ou eu vou ver se cato o log :P
Beowulf: Só falta você (eu olho para Irthos)
Irthos: Eu me levanto também, preparado pra partir. Ajeito a capa de pele de lobo antes de sair, decidido e um pouco triste.
Beowulf: Eu sigo Irthos para fora da casa, segurando a capa mais próxima do corpo, sentindo os flocos de neve grudarem na barba impulsionados pelo vento gélido
Silua: Eu ajeito a minha capa de leão também e acompanho Irthos.
Irthos: Sopro de Gelo Maximizado (CD 21 Ref.) [96]
Cleber (Irthos): lol
Cairnwolf os segue, uma expressão triste e condolescente. Ele parece pensar em algo, a expressão indicando claramente o pensamento de que poderia ser o funeral dele
Matheus: Já ta bastante frio, obrigado :P


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